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"Filosofia é a faculdade de manter viva a curiosidade da infância e a rebeldia da adolescência. Filósofos são como crianças que não cessam de se admirar (Platão) e de se espantar (Aristóteles) diante de um mundo que parece renascer novo a cada aurora. Filósofos são como adolescentes que não aceitam os limites impostos pelo 'já pensado', pelo 'já dito' e pelo 'já feito'. Filosofia é a capacidade de manter sempre em vista uma utopia que - como um horizonte - jamais será alcançada; mas que nos faz caminhar, ao invés de parar e ficar pastando feito cordeirinhos mansos à espera do abate".
(Martinho Carlos Rost)

quinta-feira, 16 de março de 2023

Ah, a velha teimosia...

Cá estou eu, mais uma vez, tentando fazer essa mente tão limitada produzir alguma coisa. Essa ressaca (socrática, catártica, moral e alcoólica) está mais presente que a minha ansiedade, e é mais teimosa que… eu.
Bem, vamos pensar!
“Sapere Aude!”, já dizia Kant.
Essa estagnação do nosso tempo está começando (tardiamente) a me tirar do sério. E eu, como tentativa de educadora e pseudo filósofa, tenho a missão de cutucar ideias e fritar cérebros. Não vou afirmar nem negar. Muito menos cobrar. Somente vou, como um dos meus grandes mestres, irritar aqueles que não sabem o que falam e refletir com aqueles que querem aprender a transformar. Transformar o quê? A si mesmos, como já apontava o Oráculo de Delfos (“Conhece-te a ti mesmo”), a consciência (aos moldes da dialética de Hegel) e o mundo (como o velho Marx cobra há tempos).
Não, não sou nenhum Chalita… ou Chauí. Sou mais uma existência sartreana tentando fugir da angústia de ser, fazer, e (não) esperar pelo melhor. Talvez esse meu canto alce vôo e alcance humildemente seu objetivo de incomodar. Ou talvez esse seja mais um dos meus projetos inacabados, e que ficará largado nesse espaço infinito. De qualquer jeito, uma coisa é certa, de maneira clara e distinta: agora não tem mais volta.

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